segunda-feira, 17 de março de 2014

Os Dias do Cinema Português - Semana da Leitura 2014



No âmbito das comemorações da 8.ª Edição da Semana da Leitura realizaram-se na Biblioteca D. Sancho I - Pontével, diversas sessões subordinadas ao tema "Os Dias do Cinema Português - um olhar retrospetivo" da responsabilidade de Anabela Garrido, Assistente Operacional do nosso agrupamento, para duas turmas do oitavo ano . 

A leitura, na sua aceção mais simples, opera-se através da língua, mas esta também é possível através de sinais não-linguísticos. A leitura, em todas as suas vertentes e suportes, não se restringe à palavra escrita mas alarga-se ao mundo que nos rodeia. Cabe ao leitor, accionando um conjunto de conhecimentos prévios, atribuir um significado àquilo que lê, interpretando o mundo à sua volta. Deste modo, com esta sessão pretendeu-se exatamente fornecer um conjunto de pistas para descodificação da cultura visual a partir da análise da evolução do cinema realizado em Portugal. 

A sessão, através do visionamento de excertos de filmes, descreveu o nascimento do Cinema Português pela mão de Aurélio Paz dos Reis, seis meses após a apresentação do Cinematógrafo pelos Irmãos Lumière em Paris em 1825, passando pelo cinema mudo, a crise cinematográfica em Portugal, entre a instauração da República e o final da primeira Grande Guerra, pelo surgimento da Invicta Film que dá início à produção contínua de filmes Portugueses, pelo surgimento do cinema de comédia em 1933 com "A canção de Lisboa" realizado por José Cotinelli Telmo, pela vulgarização dos cineclubes, pela assunção das primeiras longas metragens nos anos setenta, até ao cinema da atualidade. 

domingo, 16 de março de 2014

Esta língua Portuguesa de José Jorge Letria - Semana da Leitura

A minha pátria é a língua Portuguesa - A poesia na Semana da Leitura

Ler o mundo através da Arte na Semana da leitura 2014

Da responsabilidade da Professora Teresa Campos, e no âmbito das comemorações da Semana da Leitura 2014, foi levada a cabo a Exposição "Ler o Mundo através da Arte".
 
 
Os trabalhos realizados pelos alunos tiveram como objetivos específicos desenvolver e estimular nos alunos o gosto pela arte, reconhecer a importância da arte no contexto nacional e internacional, desenvolver nos alunos a capacidade de distribuição dos elementos no espaço e levá-los a aplicar diferentes técnicas de pintura e diferentes riscadores bem como conhecimentos em termos da teoria da cor.
 
A partir de quadros famosos, os alunos fizeram as sua próprias criações artísticas, desenvolvendo a sua capacidade de ler e compreender o mundo através da arte.
 
A par dos trabalhos práticos, foram ainda realizadas diversas produções escritas sobre grandes nomes da pintura nacional e internacional.
 
 
 

sábado, 15 de março de 2014

Pontével A ler+

Dia 17 de Março, pelas 9.45h: Proposta de leitura e reflexão em sala de aula sobre um texto alusivo ao tema “ A minha pátria é a língua Portuguesa!”


Pretende-se que à mesma hora e em todas as Escolas do Agrupamento D. sancho I de Pontével, crianças e adultos se dediquem à fruição do prazer da leitura, assinalando-se também de forma simbólica o início da 8.ª Edição da Semana Nacional de Leitura.

Solicitamos por conseguinte a todos os Professores e Educadores que dediquem este período à leitura e reflexão em sala de aula sobre a importância da língua Portuguesa e da leitura a partir de uma leitura de um texto que considerem pertinente.

A Biblioteca Escolar, em articulação com o Departamento de Línguas, apresenta ainda as seguintes sugestões de leitura:

Pré-escolar: 


Gosto do Jardim-de-Infância

Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso brincar
Fazer lindas construções
Depois tudo desmanchar.
Ouvir histórias e canções
Depois ser eu a contar…
Correr, saltar e jogar
Conversar e partilhar…
Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso pintar
Das cores que me apetecer
Posso cortar e colar
Fazer prendas para oferecer
Dar passeios, fazer rodas
E dançar até querer!
Ensaiar quando há festas
Para tudo correr bem…
Nesse dia sou artista
Para o pai e para a mãe…
Gosto do Jardim-de-Infância…
É difícil de entender?
Tenho cá os meus amigos,
Muitas coisas para fazer!

CUSTÓDIO, Lourdes, "No Jardim de infância", Ambar, Colecção giroflé








1.º Ciclo:

Esta Língua Portuguesa 

de José Jorge Letria


A língua que falas e escreves
é uma árvore de sons
que tem nos ramos as letras,
nas folhas os acentos
e nos frutos o sentido
de cada coisa que dizes.

É uma língua tão antiga
como isto de ser Português.
Teve o latim por avô,
que primeiro foi romano,
depois bárbaro,
mais tarde medieval
ou copista do Renascimento.

A língua cresceu como o país,
que se alongou até ao sul
e depois chegou às ilhas,
vencendo os tormentos do mar.
O país ganhou a forma
de uma língua de terra
capaz de usar palavras
como “lonjura” e “saudade”.
(…)
A árvore desta língua
tem nos ramos o segredo
dos mistérios mais antigos
e também os frutos doces
da ternura sussurrada
ao ouvido de quem chega
para nunca mais partir,
tamanhas são as saudades
da terra lhe ficaram.

É uma língua bela e doce
com mãos cheias de sinónimos
e grinaldas de metáforas,
capaz de encher de ouro
a arca dos poetas
até ao fim dos tempos,
que o tempo desta fala
não prescreve nem acaba
com a sede de ser eterno
sem deixar de ser moderno.
(…)
A árvore desta língua
merece o mais belo jardim
que alguém lhe possa dar,
pois já foi a casa-mãe
de Bocage e de Pessoa,
de Cesário e de Alexandre O’ Neill,
língua feita pátria
de um povo que não pode
manchar com erros a fonte
da fala com que se escreve,
da língua com que se diz.
Esta é a língua dos meninos
que brincam com as palavras
e fazem delas brinquedos
para alegrarem o recreio
 das histórias mais bonitas
que alguém pode contar.
(…)
A árvore desta língua
tem substantivos e pronomes,
adjectivos e verbos,
vocativos e conjuntivos
e outras coisas mais,
arca de um velho tesouro
que todos temos guardado
para não deixarmos morrer
a grandeza do que somos
e que só há-de acabar,
voltando à cadência da rima,
quando Portugal se calar.
(…)
Esta é a árvore de tudo
o que se diz em Português
por não precisar de ser dito
em alemão ou em inglês,
pois temos orgulho bastante
para fazermos da nossa língua,
que já foi peregrina e navegante,
a pedra mais preciosa,
seja em verso seja em prosa.

E o orgulho que temos
nesta língua portuguesa,
irá do berço para a escola
e da escola para a rua,
pondo em cada palavra,
uma pepita de ouro
e uma centelha de lua,
pois afinal esta língua
será sempre minha e tua. 

2.º Ciclo: 

Cada árvore é um ser para ser em nós

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
a árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada.
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses


                                                                                                  António Ramos Rosa

As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Braga


Num Exemplar das Geórgicas

Os Livros. A sua cálida,
Terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.

Eugénio de Andrade


3.º Ciclo:


Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis, sereias visíveis, sensualidades incorporadas. Talvez porque a sensualidade real não tem para mim interesse de nenhuma espécie - nem sequer mental ou de sonho -, transmudou-se-me o desejo para aquilo que em mim cria ritmos verbais, ou os escuta de outros. Estremeço se dizem bem. Tal página de Fialho, tal página de Chateaubriand, fazem formigar toda a minha vida em todas as veias, fazem-me raivar tremulamente quieto de um prazer inatingível que estou tendo. Tal página, até, de Vieira, na sua fria perfeição de engenharia sintáctica, me faz tremer como um ramo ao vento, num delírio passivo de coisa movida.

Como todos os grandes apaixonados, gosto da delícia da perda de mim, em que o gozo da entrega se sofre inteiramente. E, assim, muitas vezes, escrevo sem querer pensar, num devaneio externo, deixando que as palavras me façam festas, criança menina ao colo delas. São frases sem sentido, decorrendo mórbidas, numa fluidez de água sentida, esquecer-se de ribeiro em que as ondas se misturam e indefinem, tornando-se sempre outras, sucedendo a si mesmas. Assim as ideias, as imagens, trémulas de expressão, passam por mim em cortejos sonoros de sedas esbatidas, onde um luar de ideia bruxuleia, malhado e confuso.

Não choro por nada que a vida traga ou leve. Há porém páginas de prosa que me têm feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noite em que, ainda criança, li pela primeira vez numa selecta o passo célebre de Vieira sobre o rei Salomão. «Fabricou Salomão um palácio...» E fui lendo, até ao fim, trémulo, confuso: depois rompi em lágrimas, felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquele movimento hierático da nossa clara língua majestosa, aquele exprimir das ideias nas palavras inevitáveis, correr de água porque há declive, aquele assombro vocálico em que os sons são cores ideais - tudo isso me toldou de instinto como uma grande emoção política. E, disse, chorei: hoje, relembrando, ainda choro. Não é - não - a saudade da infância de que não tenho saudades: é a saudade da emoção daquele momento, a mágoa de não poder já ler pela primeira vez aquela grande certeza sinfónica.

Não tenho sentimento nenhum político ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incomodassem pessoalmente. Mas odeio, com ódio verdadeiro, com o único ódio que sinto, não quem escreve mal português, não quem não sabe sintaxe, não quem escreve em ortografia simplificada, mas a página mal escrita, como pessoa própria, a sintaxe errada, como gente em que se bata, a ortografia sem ípsilon, como o escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.

         In Livro do Desassossego por Bernardo Soares








domingo, 9 de março de 2014

Concurso de escrita Criativa para todos os Ciclos do Agrupamento D. Sancho I - Pontével


Concurso de Desenho para o 1.º e 2,.º anos do Agrupamento D. Sancho I - Pontével



Já foram selecionados os vencedores deste concurso, com a EB1 de Casais Penedos a arrecadar os três primeiros lugares. Muito obrigada às escolas de Vale da Pedra e de Casais Lagartos que também participaram. Lembramos que todos os concorrentes receberão um certificado de participação!

Confiram agora aqui os trêsprimeiros lugares:


1.º Prémio: Rodrigo Miguel Tristão, n.º 7 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos

Parabéns Rodrigo! 


2.º Prémio: Luna Mendão Vieira, n.º 6 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos







3.º Prémio: Lucas Milhai Lupsa, n.º 5 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos






domingo, 2 de março de 2014

Semana da Leitura 2014


A Biblioteca Escolar D. Sancho I de Pontével comemora a 8.ª edição da Semana da Leitura. Também, e como se celebram os 800 anos da Língua Portuguesa, o mote seleccionado  para a nossa festa da palavra foi "A minha Pátria é a Língua Portuguesa", famosa exclamação de Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego.


 
Ao longo de toda a Semana da Leitura 2014 e em articulação com os diversos subdepartamentos, realizar-se-ão na Biblioteca Escolar D. Sancho I - Pontével, inúmeras atividades de promoção do livro e da leitura, exposições, palestras e concursos. Destaque para o encontro com a escritora Manuela Castro Neves, nascida em Pontével, no dia 19 de março de 2014.



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Semana dos Afetos na BE

Decorreu de 10 a 15 de fevereiro de 2014 a Semana dos Afetos na nossa Biblioteca. 

Numa articulação entre o subdepartamento de Inglês e a Biblioteca Escolar, alunos do 7.º, 8.º e 9.º anos deram vida a uma Love Wall com mensagens em língua Inglesa alusivas ao dia de São Valentim. 




Na mesma semana foi também dinamizada na BE uma mostra de livros cuja temática fosse o Amor complementada por uma pequena venda de artefactos produzidos pelos membros do Clube de Solidariedade.



Ainda, com o objetivo de desenvolver as competências de escrita dos alunos e apoiar o currículo da disciplina de Físico-Química, foi realizada a exposição " A Química do Amor", uma atividade da responsabilidade da disciplina de Físico-Química em articulação com a Biblioteca Escolar. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Semana da Internet + Segura

Na semana de 10 a 15 de fevereiro de 2014, os alunos da Escola básica D. Sancho I - Pontével foram convidados a dirigirem-se à Biblioteca Escolar onde encontraram jogos, filmes e atividades online da SeguraNET.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Semana da Internet Mais Segura

Semana da Internet Mais Segura irá decorrer de 10 a 14 de fevereiro, associada ao tema ”Juntos vamos criar uma Internet melhor”

A Internet é um lugar fantástico onde podes falar com gente de todo o mundo e fazer novos amigos, aprender coisas sobre determinados assuntos e passar momentos divertidos mas que também encerra perigos vários.
Para poderes beneficiar de todas as vantagens da Internet, é fundamental que a utilizes em segurança.

Nesta semana em que se alerta para a segurança na Internet, aconselhamos-te a visitar o site da Seguranet
A Seguranet foi criada com o objetivo de promover uma utilização esclarecida, crítica e segura da Internet, quer pelas crianças e jovens, quer pelas famílias, trabalhadores e cidadãos no geral.

No site da SeguraNet podes encontrar muita informação e atividades sobre a utilização segura da Internet.

Clica nestas imagens e testa aqui os teus conhecimentos sobre Segurança na Internet!
1.º e 2.º Ciclos

3.º Ciclo e Secundário

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Concurso do PNL "FAÇA LÁ UM POEMA"

Determinadamente apostados no incentivo à leitura e à escrita de poesia, o Plano Nacional de Leitura e o Centro Cultural de Belém, voltam, conjuntamente, a apostar no Concurso FAÇA LÀ UM POEMA (FLP), para o que convidam as escolas públicas e privadas, do 1º Ciclo ao Ensino Secundário, de todo o país, Continente e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira a participar e a desafiar os autores escondidos que há em cada aluno das suas turmas.
O Concurso vai decorrer entre Janeiro e Março de 2014 e terá a Final no Centro Cultural de Belém, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Poesia, no dia 22 de Março de 2014. Na sequência de outras iniciativas que alimentam a mesma motivação de estímulo à escrita e à leitura, desenvolvidas pelo Plano Nacional de Leitura, chama-se a atenção para a Semana da Leitura que tem como grande tema inspirador a Língua Portuguesa e propõe iniciativas para a celebração dos oitocentos anos de conhecimento dos seus textos escritos mais antigos. Neste sentido e embora de participação totalmente isenta de constrangimentos temáticos, o Concurso Faça lá um Poema parece adequado à abordagem de temas relacionados, pelo que deixa essa indicação a todos os que nela estejam interessados.

  

Apreciem aqui os trabalhos concorrentes: 



CADEIRA

Sou cadeira
Sou cadeira

Gosto de madeira
Fria como a oliveira

Convidei um gaiteiro
Para tocar à maneira
Sentado à lareira

A semear uma ervilheira
Eu vi um espingardeiro
Em cima de um damasqueiro
A caça de um peneireiro

O moleiro e o padeiro

Fizeram tanto berreiro
Que eu gritei para o ferreiro:
"Dê-lhes com o martelo no traseiro!"


SANDRA MANIÉS 7.º D
                                                                                      
BOLA


Sou bola
Estou farta que me batam na tola

Quero fugir para Angola
Com uma camisola de gola

Queria uma grafonola
Para uma amiga cantarola
Que é muito gabarola

Encontrei uma galinhola
A comer uma pintarola
Dentro da sua gaiola
Que coisa tão estarola

No país da meia sola
Estava um rapazola
a pedir esmola para
por na sacola 
e ir à escola
   Sandra Maniés 7.º D



Um dia em cheio…

Estava um dia de sol
quando vi um girassol
a crescer no campo
perto de um farol.

Estava com o meu irmão
e com o meu cão
a fazer bolas de sabão
foi uma tarde de diversão!

Depois fui à piscina
Comi uma tangerina
Viajei para a Argentina
e… levei a Catarina!

Afonso Ribeiro 4º. Ano – Turma G
EB1 Casais da Amendoeira


Tempo de escola

Quando olho pela janela da escola,
nos ferros brancos da estrutura,
fadinhas consigo imaginar ,
e anõezinhos nas casas
abandonadas  a morar.
As nuvens parecem
de algodão doce,
o sol fá-las brilhar
Campos de
verde, bem longe,
árvores a baloiçar...
entre si a comunicar
Mas eis que da janela,
um pássaro vem-me falar:
“Cuidado com a professora.
Com a minha desconcentração
pelas orelhas já está a fumegar.”
A minha imaginação tem de acabar,
 vejo agora que tenho mesmo de estudar!










Jéssica Martins n.º 9 7.º B

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Biblioteca em Movimento_ Caixinhas do Sonho

O projeto “Biblioteca em Movimento_Caixinhas dos Sonhos” é um projeto de itinerância da responsabilidade da Biblioteca sede do Agrupamento D. Sancho I de Pontével, que pretende abranger os Jardins de Infância que o integram e tem por base o fundo documental da Biblioteca Escolar Manuela Serra. O mesmo projeto tem como finalidade incentivar a cooperação entre as escolas e as Bibliotecas Escolares do Agrupamento, no sentido de proporcionar o acesso tão alargado quanto possível dos recursos de informação às escolas e alunos, num quadro de gestão eficiente e eficaz dos recursos disponíveis, assim como promover a articulação de actividades conjuntas que possam induzir o recurso ao livro e a outros meios de enriquecimento do percurso escolar. 

O projeto “Biblioteca em Movimento_Caixinhas do Sonho” tem ainda como objectivos gerais fomentar uma cultura de valorização da leitura, na escola e na comunidade, fortalecendo a relação entre elas; despertar a curiosidade pelo livro; reconhecer a importância da informação visual na sociedade contemporânea; promover a interligação da leitura, da escrita e da ilustração; contribuir para elevar os níveis de literacia na comunidade educativa; proporcionar aos alunos diferentes tipos de leitura (autónoma, recreativa, para informação e estudo…) e desenvolver competências de comunicação.



A par da implementação deste projeto que se iniciou no início do segundo período, foram ainda dinamizadas diversas sessões de promoção da leitura nos Jardins de Infância de Pontével - 20 de janeiro-; Vale da Pedra - 23 de janeiro de 2014-; Vale da Pinta - 27 de janeiro de 2014-; e Vale da Lapa - 30 de janeiro de 2014. 

Assim, os pequenos grandes leitores vibraram com A Filha do Grufalão de Julia Donaldson, um livro imagistralmente lustrado  por Axel Scheffler. A deliciosa e irresistível continuação de O Grufalão, livro vencedor do Prémio Smarties para o melhor livro infantil editado no Reino Unido e do Prémio Blue Peter Award para o melhor livro para ler em voz alta, traz-nos a aventura de uma grufalinha que ignorando os avisos do pai Grufalão se aventura na escura floresta a fim de confirmar a existência do Grande-Rato-Mauzão! Para além de metaforicamente abordar o tema da desobediência infantil e da necessidade de as crianças testarem os seus próprios limites, esta irresistível história também ensina o valor da inteligência sobre a força bruta. De destacar ainda a força das mensagens plásticas que apelam à evasão e ao sonho dos jovens leitores.


A partir da narração da história e enquanto exercício de pós-leitura, os alunos ilustraram os momentos que mais os divertiram. 

Confiram aqui os seus belos trabalhos: 


Vale da Pinta_Sala 1



Vale da Pinta_Sala 2



Vale da Pinta_Sala 3





Vale da Pedra_Sala 2



Vale da Pedra_Sala 1


Vale da Lapa