A aluna Mariana Negrão Barros foi a grande vencedora do Concurso de Ortografia da Biblioteca Escolar e a quem desde já enviamos as melhores felicitações!
Agradecemos ainda a colaboração das Professoras de Português do 2.º Ciclo!
Parabéns Mariana!
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Resultados do Concurso de Escrita Criativa da Semana da Leitura
Já foram selecionados os vencedores do Concurso "Uma imagem, a minha história", um por cada ciclo de ensino. Muito obrigada igualmente à EB1 de Vale da Pedra que participou massivamente e também à EB1 de Casais Penedos pelo seu texto coletivo. Relembramos que todos os concorrentes receberão um certificado de participação!
Confiram agora aqui os três primeiros lugares:
Era uma vez, numa
cidade de França, em meados do século XIX, uma família muito rica, composta por uma
mãe, um pai e três lindas filhas. As meninas eram tão lindas à nascença que lhes
puseram os melhores nomes da época. Com doze anos de idade, a mais velha chamava-se
Alice. Com oito anos, a do meio chamava-se Nicole. A mais nova, Jaqueline,
tinha cinco anos. Eram lindas, magníficas, com muita graciosidade e com tanta
beleza como nunca se vira na face deste mundo, nem do outro. Diziam-se ser
abençoadas pelos deuses. Mas nos seus nascimentos houve uma enorme curiosidade,
porque elas nasceram no mesmo dia, na mesma hora, no mesmo minuto…o que leva esta
história a ser contada.
Certo ano, nos
seus aniversários, receberam um livro bem grande, com uma grande e dura capa,
que lhes dera um senhor que elas mal conheciam, que lhes disse, a meio da festa,
que só deveriam abrir o livro quando o mundo já não fizesse sentido para elas,
quando o mundo a que elas se habituaram tanto se desmoronasse numa grande catástrofe
familiar.
Elas seguiram
as suas indicações e não abriram o livro. Depois desse aviso o livro foi posto
numa estante da biblioteca em sua casa, onde se encontravam todas os livros que
alguém poderia imaginar. Passaram-se quatro anos e o livro, nunca aberto, foi
deixado para trás sem nunca ser lido, sem nunca ter sido visto, sem nunca ter
sido amado.
Mas num dos seus
aniversários, os seus pais morreram num acidente de cavalo e foram deixadas as
despesas paras as três filhas. Ia-lhes ser tudo retirado… mas a Alice lembrou-se
do livro. Cheia de esperança no coração foi buscá-lo e, junto com as irmãs,
virou a página. Uma certa curiosidade apareceu entre os seus corações
destroçados. De repente o livro começou a ganhar vida, um buraco negro apareceu
e começou a engolir as três irmãs, que se agarraram umas as outras. Então
viram-se num mundo estranho, uma autêntica fantasia. Aquele era outro mundo
complemente diferente: os rios eram de chocolate, os pássaros falavam e as árvores
dançavam levemente ao som do vento. Aquele mundo era mais que um sonho, era uma
coisa inimaginável.
Longe do rio
onde elas estavam havia um castelo bem grande para onde elas correram, e em
menos de duas horas chegaram lá. No palácio tudo era de ouro, prata e cobre. Era
fenomenal. De repente apareceram três rapazes que eram os reis daquela terra,
um mais novo com nove anos, outro com doze anos, e o mais velho com dezasseis
anos. A Nicole aproximou-se do irmão do meio mas Alice deu-lhe logo uma palmadinha
na mão e perguntou-lhes quem eram. Os rapazes disseram que o mais novo se
chamava Peter, o do meio se chamava Richard, e mais novo se chamava Michael. Eles
tinham nascido no mesmo dia e estavam à espera que um dia as profetizadas da
lenda aparecessem num dia de calor intenso com um arco-íris.
A Nicole e a
Jaqueline ficaram espantadas porque elas poderiam ser as meninas da profecia. O
Michel explicou que havia uma guerra com o reino das túlipas que era o reino
vizinho e que as três profetizadas iriam derrotar o Reino das Túlipas comandado
por Gisèle. As mais novas ficaram de boca aberta e disseram que o fariam com toda
a certeza e que iriam ajudar, mas Alice não aceitou e foi-se embora rapidamente.
As irmãs disseram aos reis para não se preocuparem com ela, que ela viria.
Quando Alice
fugiu para junto do lago viu um gato da cor de uma túlipa vermelha que começou a
falar com ela e lhe disse que os rapazes que ela tinha visto eram maus, que o Reino
das Túlipas era um único reino, que a rainha Gisèle comandava e eles se
rebelaram contra ela e querem destrui-la. Então a Alice pediu ao gato que a
levasse para junto da rainha Gisèle e que ela própria os derrotaria.
O gato foi
directamente ter com a rainha. A rainha avisou Alice que os rapazes tinham enfeitiçado
as suas irmãs e que se ela não os derrotasse elas poderiam sofrer muito. Com
isso a Alice pediu que o gato a ajudasse a encontrar mais alguém que pudesse
derrotar os irmãos, e ele indicou-lhe o chapeleiro maluco. Então Alice foi ter à
casa onde se encontrava o chapeleiro.
Ele
imediatamente aceitou ajudá-la- Prepararam-se e foram para o palácio dos irmãos.
Nicole e Jaqueline estavam lá. Alice hesitou um bocado, mas o gato disse-lhe
que se ela queria voltar a ter as suas irmãs
teria de derrotar os irmãos. Alice empunhou a espada que tinha na cintura e
junto com o chapeleiro louco e o gato cor de tulipa, correram em direcção a eles,
mas as irmãs meteram-se à frente. Alice deixou cair a espada e disse às irmãs para
não se esquecerem que ela as amava, apesar de tudo, e que os seus pais não
gostariam de as ver contra ela. Então as meninas começaram a chorar e, num ato
de magia , recuperam do seu transe e revoltaram-se contra os irmãos, que foram
derrotados facilmente pelas irmãs e os seus companheiros .
Aparece depois
Gisèle que as coroa heroínas do Reino das Túlipas e lhes dá um grande tesouro
cheio de moedas de ouro e relíquias que já davam para pagar as dividias. Nesse
momento, o gato cor de túlipa transformou-se num lindo rapaz que disse a Alice
que ela nunca mais se poderia esquecer daquele dia, pois fora o dia em que ela
mostrou coragem e força de espirito. Alice, chorando de alegria, agradeceu. O
chapeleiro agarrou no chapéu e disse palavras mágicas, o que fez com que
aparecesse um buraco negro que começou a sugar as meninas, sem que Alice se pudesse
despedir do gato ou rapaz, ela nem sabia o nome dele.
Quando
chegaram a casa e caíram no jardim, a Jaqueline e Nicole não se recordavam de
nada, mas Alice, ainda um pouco confusa, lembrava-se de tudo. Um cobrador que
lhes ia tirar a casa apareceu logo depois. Alice deu-lhe um pouco do tesouro e
tudo se resolveu.
Passado um mês
desse acontecimento foi o aniversário das três irmãs e fizeram uma festa. Nessa
festa Alice estava aborrecida porque ainda não se esquecera do gato e do Reino
das Túlipas. Entretanto viu ao longe um gato, um gato cor de túlipa vermelha,
perto de uma árvore distinta. Quando lá chegou fez uma festa ao gato, olhou
para o céu e disse:
- O reino das
Tulipas é real. Nunca hei de deixar essa memoria ir-se embora de mim, prometo
gato. Prometo nunca deixar a minha família, prometo ser forte .
O gato sorriu
e foi-se embora. Alice, chorando, gritou que ia ter saudades dele.
Jéssica Gregório Martins, n.º 9 do 7.º B
3.º Ciclo
Três
meninas pequenas estudavam gramática. Estavam todas no segundo ano da escola
Filipe I, que era numa pequena aldeia, perto de Matosinhos.
Essas três meninas eram
trigémeas. Eram as trigémeas Ana, Andreia e Adriana. Eram boas meninas mas não
gostavam de português. Achavam a disciplina chata e aborrecida.
_ Então, o sujeito é a parte da frase que tem o verbo - afirmava Ana.
_ Não,
não é nada! , é aquela parte que se pode tirar e pôr e que complementa a frase,
e que se pode mover para todos os lados! – exclamava Adriana, com um ar muito
chateado.
_ Não,
não é! É óbvio que é a parte que tem o nome da pessoa – replicava a Andreia.
Estas irmãs eram muito unidas em
tudo. Até completavam frases e liam pensamentos umas das outras. Excepto no
Português. No Português estavam sempre a discordar de tudo o que diziam.
Já fartas daquela gramática
horrível, deixaram o livro pisado no muro onde estavam sentadas e foram
brincar. Brincaram a tarde toda e depois à noite, foram para casa, deixando o
livro no muro.
À hora
de deitar desabou uma tempestade com raios e trovões. A Adriana olhou para a
rua, pela Janela, e viu o pobre livro de Português todo encharcado.
_ Temos
de o ir lá buscar, senão amanhã não podemos fazer a lição! Pensem só o que vai
dizer a Professora! _ exclamou a Andreia.
_ Pois
é, vamos lá, temos de o recuperar!_ completou a Ana.
E lá
foram. Saíram a correr, pegaram no livro e voltaram para casa. Colocaram o
livro à lareira, para ele secar. A Ana começou a folhear o livro, para ver o
seu estado e encontrou uma nota.
_
Venham cá ver!_Disse ela. E começou a ler:
“A
gramática é mais divertida quando se tem vontade, e quando se estuda. Não se
esqueçam de que a língua Portuguesa é a vossa língua e que sem ela não poderiam
falar, cantar e tudo mais!” É tudo.
_Será
que foi a Professora Ana Mafalda Martins que a escreveu? _ questionou a Ana.
_ Não
sei, mas temos de ir dormir. Amanhã perguntamos. _respondeu a Andreia.
E lá
foram. No dia seguinte, na escola, perguntaram à Professora se tinha sido ela,
mas ela respondeu que não.
As
trigémeas podiam ter ignorado a nota mas não O fizeram. Começaram a estudar com
afinco todos os dias e depressa se tornaram nas melhores da turma. Por isso
lembrem-se, estudem muito!
Uma história antiga
Era uma vez três
meninas que se chamavam Mariana, Inês e Leonor. Um dia foram a um sótão velho e
sujo, onde a Inês encontrou um livro. A Leonor disse:
_ Oh! É só um livro velho e poeirento!
Quando a Inês o
abriu saiu lá de dentro uma certa magia. A Mariana exclamou:
_ Parece um livro mágico!
Então a Inês abriu
o livro e entrou na história. A Mariana e a Leonor fizeram o mesmo e todas
entraram na história mágica. Lá dentro elas encontraram uns extraterrestres,
metade cor-de-rosa e metade amarelos que lhes apresentaram a cidade chamada
Comilónis, porque as criaturas que lá viviam comiam a toda a hora.
Um dia surgiu uma
emergência porque um ladrão entrou para dentro do livro e roubou a princesa
Sofiazónis. Ele levou-a para a cidade de Dragãotouros, onde os habitantes eram
metade dragão e metade touros. O ladrão levou a princesa para uma montanha
chamada Pico-pico-sarabico onde viviam muitos picos e muitos sabichões. E mesmo
no topo da montanha, o ladrão viu uma casa e foi a correr para lá. O ladrão não
queria fazer mal à princesa, ele só queria o seu colar mágico. Quando estava
quase a conseguir tirar o colar à princesa, apareceram as três meninas, a
Mariana, a Inês e a Leonor que a iam salvar. Assim a Inês levou a princesa, a Mariana
levou o colar e a Leonor deu pontapés ao ladrão enquanto as suas irmãs fugiam.
Depois saiu pela janela e foi ter com as irmãs.
Demoraram sete
dias e meio a voltarem ao castelo pelo que tiveram que ir a um mercado comprar
toda a comida possível. Quando chegaram ao castelo, a princesa saltou para o
seu trono. O prémio das meninas foi ganharem colares mágicos, para que, quando
desejassem voltar ao livro, os colares mágicos as levassem. Finalmente
estafadas chegaram a casa e foram dormir.
Na manhã seguinte
a mãe e o pai ficaram muito felizes ao verem as filhas a dormirem muito
sossegadas. E ninguém soube o que aconteceu.
EB1 de Vale da Pedra
O quadro misterioso
Texto coletivo
Texto coletivo
A minha mãe, estas férias da
Páscoa, resolveu que o melhor era eu passar uns dias em casa da minha avó
Maria. Ela diz que eu passo as férias só a jogar no computador, no telemóvel,
na PSP, na WII e não faço mais nada de interessante.
Lá fui eu, de bagagem na mão,
apanhar o Comboio para a Aldeia do Piódão. A minha avó vive numa casa de xisto,
pequena, mas muito misteriosa.
Depois de explorar a aldeia e de
reencontrar o Guilherme e o Dário fomos para o sótão da avó brincar. O sótão
estava poeirento e muito escuro. Havia um grande baú, que ao abri-lo
descobrimos um quadro que nos deixou curiosos.
Fomos logo chamar a avó Maria,
que estava a acabar um bolo de chocolate para o nosso lanche. Aproveitámos para
lanchar e falámos com a avó sobre o quadro. Ficámos a saber uma bonita história
dos nossos antepassados.
A avó contou-nos que aquelas três
meninas do quadro eram ela própria, a sua irmã Joaquina e a sua prima Adélia.
Eram as três muito amigas e gostavam muito de ler. Inventavam muitas histórias
e escreviam--nas para mais tarde no Natal as poderem ler à família. O melhor
presente de Natal eram as histórias de fantasias contadas pelas três meninas. A
avó que ainda tinha o livro bem guardado leu-nos algumas dessas histórias.
A partir dessas férias eu e os
meus amigos decidimos escrever as nossas aventuras no Piódão. Talvez um dia, os
nossos bisnetos encontrem as nossas histórias escondidas num baú de algum
sótão…
EB1 Casais dos Penedos
Turma
I
1.º,2.º, 3.º e 4.º anos
A Cor das Letras
Já foram selecionados os vencedores do Concurso "A cor das Letras" com a EB1 de Casais Penedos a arrecadar os três primeiros lugares. Muito obrigada igualmente às escolas de Vale da Pedra e de Casais Lagartos que também participaram. Lembramos que todos os concorrentes receberão um certificado de participação!
Confiram agora aqui os três primeiros lugares:
1.º Prémio: Rodrigo Miguel Tristão, n.º 7 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos
![]() |
| Um L de leitura em forma de minhoca |
2.º Prémio: Luna Mendão Vieira, n.º 6 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos
3.º Prémio: Lucas Milhai Lupsa, n.º 5 do 2.º I da EB1 de Casais Penedos
![]() |
| Um L de leitura feito com todas as letras do alfabeto! |
Muitos Parabéns aos três vencedores!
domingo, 23 de março de 2014
O Príncipe Feliz- Sessão de Promoção da Leitura
Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento curricular - uma das principais missões da Biblioteca Escolar -, decorreram na Semana da Leitura do Agrupamento D. Sancho I de Pontével, várias sessões de promoção da leitura sobre O Príncipe Feliz do grande e carismático escritor Irlandês Oscar Wilde, obra de leitura extensiva obrigatória para as turmas do 9.º ano.
A narração da história por intermédio de um teatro de sombras ajudou a criar o ambiente encantatório para transportar os alunos para o universo, aparentemente simples, de O Príncipe Feliz. Também, a partir de um diálogo socrático que contou com a participação dos professores acompanhantes, discutiram-se os valores transmitidos nesta obra intemporal tais como a abnegação, a misericórdia, a compaixão e o amor e foram identificadas críticas declaradas às assimetrias sociais, ao regime político e até às conceções artísticas do século XIX.
Deixamos-vos agora o testemunho da aluna Mariana Ferreira do 9.º A sobre a nossa Semana da Leitura:
A leitura é uma forma
de felicidade, é abrir os nossos horizontes a coisas novas…. E como não podia
deixar de ser, a Biblioteca Escolar da minha escola, D. Sancho I de Pontével, mais uma vez comemorou a alegria da
leitura na semana de 17 a 21 de março.
No âmbito da 8ª edição da Semana da Leitura e da comemoração dos 800 anos da Língua Portuguesa, foram realizadas várias atividades tais como a exposição “A minha Pátria é a Língua Portuguesa” - numa alusão a Bernardo Soares-, sessões de leitura pela escritora Manuela Castro Neves, vários concursos de desenho e de escrita criativa, e sessões de promoção do livro, nomeadamente “O Príncipe Feliz”, que se fez acompanhar de um teatro de sombras. Com um ambiente relaxante e com a imaginação para que o teatro nos leva, conseguiu-se mostrar a nós, alunos, o que é viver, e que por vezes temos de nos unir para ajudar o próximo. Depois de contada a história, fizemos um debate orientado sobre a mesma.
O Príncipe Feliz é uma história de amor supremo, em que a andorinha, dantes vaidosa, tola e egoísta, com a ajuda de um grande amigo, consegue aprender a ver para além da sua vida, para além do seu ser. Colaborando com o Príncipe Feliz, que só depois da morte descobriu toda a tristeza da sua cidade, pois a miséria representa um grande mistério mesmo para aqueles que não a sentem, ajudaram todos aqueles que mais necessitavam. Ao retirar a riqueza e a beleza que a estátua ostentava, proporcionaram a partilha de amor entre todos.
Foi espantoso ver a generosidade do príncipe e a fidelidade da andorinha para com ele, que era eterna, tal como o seu amor e a sua vontade de ajudar. E assim, a melhor forma de sermos felizes e recompensados é fazermos o bem ao próximo
Com uma história para crianças, e também para aqueles que já o foram, Oscar Wilde, o escritor de “O Príncipe Feliz”, lembra-nos que, como disse Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Eu, como aluna do nono ano, gostei particularmente desta atividade. Foi muito bom ouvir uma história assim, pois toca no coração de quem a ouve, e é sempre bom quando isso acontece.
No âmbito da 8ª edição da Semana da Leitura e da comemoração dos 800 anos da Língua Portuguesa, foram realizadas várias atividades tais como a exposição “A minha Pátria é a Língua Portuguesa” - numa alusão a Bernardo Soares-, sessões de leitura pela escritora Manuela Castro Neves, vários concursos de desenho e de escrita criativa, e sessões de promoção do livro, nomeadamente “O Príncipe Feliz”, que se fez acompanhar de um teatro de sombras. Com um ambiente relaxante e com a imaginação para que o teatro nos leva, conseguiu-se mostrar a nós, alunos, o que é viver, e que por vezes temos de nos unir para ajudar o próximo. Depois de contada a história, fizemos um debate orientado sobre a mesma.
O Príncipe Feliz é uma história de amor supremo, em que a andorinha, dantes vaidosa, tola e egoísta, com a ajuda de um grande amigo, consegue aprender a ver para além da sua vida, para além do seu ser. Colaborando com o Príncipe Feliz, que só depois da morte descobriu toda a tristeza da sua cidade, pois a miséria representa um grande mistério mesmo para aqueles que não a sentem, ajudaram todos aqueles que mais necessitavam. Ao retirar a riqueza e a beleza que a estátua ostentava, proporcionaram a partilha de amor entre todos.
Foi espantoso ver a generosidade do príncipe e a fidelidade da andorinha para com ele, que era eterna, tal como o seu amor e a sua vontade de ajudar. E assim, a melhor forma de sermos felizes e recompensados é fazermos o bem ao próximo
Com uma história para crianças, e também para aqueles que já o foram, Oscar Wilde, o escritor de “O Príncipe Feliz”, lembra-nos que, como disse Fernando Pessoa, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Eu, como aluna do nono ano, gostei particularmente desta atividade. Foi muito bom ouvir uma história assim, pois toca no coração de quem a ouve, e é sempre bom quando isso acontece.
Mariana Ferreira do 9.º
A
Agrupamento D. Sancho I
de Pontével
quinta-feira, 20 de março de 2014
Poesia ao entardecer - Semana da leitura 2014
Numa articulação entre a Biblioteca Escolar e o Subdepartamento de Português, decorreu no dia 20 de março de 2014, em antecipação do Dia Mundial da Poesia, uma sessão de leitura de poesia intitulada "Poesia ao entardecer" onde, e na senda da comemoração dos 800 anos da Língua Portuguesa, apenas se fizeram ouvir autores Lusófonos.
Daniel Filipe, Natália Correia, Miguel Torga, Ary dos Santos, Camilo Pessanha, António Gedeão, José Saramago, Fernando Pessoa, Eugénio de Castro, António Aleixo, Florbela Espanca, e tantos outros, fizeram-se ouvir nas vozes dos alunos do 9.º B e D e de alguns alunos do 7.º D.
As palavras de "A Valsa" de Casimiro de Abreu saltaram, voaram, brincaram, bailaram na voz da Professora Rosa Fróis que, qual silfo risonho que nos sonhos nos vem, encantou com o seu fôlego e mestria.
E não minto. Eu vi!
Numa lógica de crescente abertura da escola à comunidade educativa, a segunda parte da sessão teve como convidada de honra a Dr.ª Paula Leal, Encarregada de Educação de dois alunos do Agrupamento D. Sancho I de Pontével.
Esta Encarregada de
Educação deu-nos um significativo testemunho da sua relação com a leitura. Uma
relação que começou muito cedo, há mais de trinta anos, quando a vinda da
carrinha da biblioteca itinerante da Gulbenkian fazia a festa da pequenada e a
leitura era a única distração.
Mais tarde Cyrano de Bérgerac e a história de uma mulher que se deixa seduzir pela magia das palavras encantou-a. José Saramago começou como uma obrigação escolar mas atualmente As intermitências da morte e a história de uma morte cansada de ceifar vidas faz parte das suas preferências. E apesar de não ter um livro da sua vida, O memorial do Convento é o seu livro preferido quando se fala do Nobel Português.
Mais tarde Cyrano de Bérgerac e a história de uma mulher que se deixa seduzir pela magia das palavras encantou-a. José Saramago começou como uma obrigação escolar mas atualmente As intermitências da morte e a história de uma morte cansada de ceifar vidas faz parte das suas preferências. E apesar de não ter um livro da sua vida, O memorial do Convento é o seu livro preferido quando se fala do Nobel Português.
O jogo de Ripper de Isabel Allende, Ínclita Geração de Isabel Stilwell e A queda dos gigantes de Ken Follet foram alguns dos livros que nos trouxe esta grande leitora que também gosta de cruzar as suas leituras com as dos filhos que lhe copiam o hábito de acumular livros na mesinha de cabeceira. Realmente não basta explicar aos mais jovens o fascínio da leitura, é preciso dar-lhes o exemplo.
Agradecemos
imenso a presença desta Encarregada de Educação que esperamos que seja também o
motor de arranque para a participação mais frequente de mais Encarregados de Educação nas
atividades da Biblioteca Escolar.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Encontro com a escritora Manuela Castro Neves, natural de Pontével
Manuela Castro Neves, natural de Pontével, foi a escritora convidada para a Semana da Leitura 2014 do Agrupamento D. Sancho I de Pontével. Depois de trabalhados os livros O Elefante diferente que espantava toda a gente e A cadela Amarela e outros amigos dela na Biblioteca Escolar com todas as turmas da EB1 de Pontével, chegou finalmente o dia 19 de março, dia do Pai e dia de conhecer pessoalmente a escritora dos livros que foram do agrado dos alunos.
Sem outra marca de excentricidade que a sua sombrinha cor-de-rosa, Manuela Castro Neves chegou à Escola Básica D. Sancho I onde a esperava uma profusão imensa de desenhos sobre as obras lidas e o primeiro grupo do 1.º e 2.º anos. Depois de algumas perguntas sobre o seu percurso profissional e a sua incursão na escrita infanto-juvenil, Manuela Castro Neves conduziu um jogo de palavras e de rimas nas quais os pequenos grandes leitores participaram com entusiasmo e demonstrando conhecer a história na ponta da língua.
A segunda sessão iniciou-se com a leitura do reconto de A cadela diferente por alunos do 3.º e 4.º anos e que foram muito elogiados pela convidada de honra. O segundo grupo quis também saber mais sobre a vida pessoal e profissional desta ilustre cidadã nascida em Pontével que se assume como Professora - apesar de reformada continua a trabalhar com crianças que se atrasaram no percurso escolar - e que por isso mesmo prefere ser tratada por autora.
Contou ainda algumas histórias sobre a sua infância, dos lanches em casa de Maria de Almoster em que esta última lhe pedia para verificar a correção das rimas, de quando ainda miúda escreveu em verso ao escritor João do Vale e da correspondência em verso que mantiveram durante algum tempo - experiências que a seu ver talvez tenham sido responsáveis pelo seu gosto pelas rimas, embora agora gostasse de experimentar a prosa. Lamentou não conhecer muito bem a terra onde os seus pais começaram a namorar nos bancos da escola e onde depois acabaram por casar.
Contou ainda algumas histórias sobre a sua infância, dos lanches em casa de Maria de Almoster em que esta última lhe pedia para verificar a correção das rimas, de quando ainda miúda escreveu em verso ao escritor João do Vale e da correspondência em verso que mantiveram durante algum tempo - experiências que a seu ver talvez tenham sido responsáveis pelo seu gosto pelas rimas, embora agora gostasse de experimentar a prosa. Lamentou não conhecer muito bem a terra onde os seus pais começaram a namorar nos bancos da escola e onde depois acabaram por casar.
Após este momento mais intimista seguiu-se a leitura de outros textos da autora, mais jogos com rimas e o visionamento de alguns dos seus poemas mais emblemáticos. O encontro terminou com a já habitual sessão de autógrafos e a promessa de continuar a escrever para crianças.
Muito agradecemos a vinda desta autora que esperamos deixar uma marca indelével nas vivências destes pequenos grandes leitores. Agradecemos ainda a sua oferta do livro Tantos Animais e outras histórias de contar que ficará em breve disponível para requisição domiciliária.
Confiram aqui os trabalhos dos alunos da EB1 de Pontével realizados a parttir da exploração das obras e que muito agradaram à nossa convidada:
Para saber mais:
Nome: Manuela Castro Neves
Naturalidade: Nasceu em 1958 em PONTÉVEL
Profissão : Professora do 1º Ciclo
Percurso Profissional: reformada do Ensino Público, trabalha actualmente no apoio a crianças que se atrasaram no percurso escolar.
Percurso: Ao longo da sua carreira, participou, em diversos projectos centrados nas problemáticas da relação escola/meios populares e promoção do sucesso escolar em zonas de Intervenção Prioritária.
É autora dos livros:
«Da Vida na Escola» (Edições Asa, 2006)«Pedagogia Intercultural» (Departamento de Educação Básica, Ministério da Educação, 1992)«Organização de Trabalho na Sala de Aula — Uma Prática Alternativa» — Projecto Gulbenkian R3 (Edição Fundação Gulbenkian, 2007)
LITERATURA PARA CRIANÇAS:
«Um Elefante Diferente» — literatura para a infância, (Ed. Caminho/Leya, 2009)«Uma Cadela Amarela» — literatura para a infância, (Ed. Caminho/Leya, 2012)
LITERATURA PARA CRIANÇAS:
terça-feira, 18 de março de 2014
Histórias entre avós e netos - Semana da Leitura 2014
Numa das já muitas articulações entre a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e a Biblioteca Escolar da Escola Básica D. Sancho I de Pontével ao longo do presente ano letivo, agora no âmbito das comemorações da Semana da Leitura, realizou-se no dia 18 de março de 2104, um Chá com Letras subordinado ao tema "Histórias entre avós e netos"que teve como dinamizadores os alunos da disciplina de EMRC e como convidados de honra os utentes do Centro de Dia de Pontével.
A "Párabola dos sete vimes" deu o pontapé de saída para outras leituras e a sessão culminou com um jogo em que os avós tinham de completar provérbios e responder a adivinhas lançados pelos netos.
Após este encontro intergeracional à volta da leitura, os convidados tiveram ainda a oportunidade de apreciar a exposição "A espuma dos nossos dias" da responsabilidade da disciplina de EMRC que dá conta do dia-a-dia destes utentes no Centro de Dia de Pontével.
Após este encontro intergeracional à volta da leitura, os convidados tiveram ainda a oportunidade de apreciar a exposição "A espuma dos nossos dias" da responsabilidade da disciplina de EMRC que dá conta do dia-a-dia destes utentes no Centro de Dia de Pontével.
Ler em várias línguas - Semana da Leitura 2014
Numa articulação entre a Biblioteca Escolar e o Departamento de Línguas, ainda no âmbito das comemorações da 8.ª Edição da Semana da Leitura, realizou-se no dia 18 de março de 2014, uma atividade intitulada "Ler em várias Línguas".
Participaram na atividade alunos das turmas A, C e D do 7.º ano e duas alunas do 8.º A através da leitura de textos selecionados nas línguas estudadas no Agrupamento D. Sancho I de Pontével: Inglês, Francês e espanhol.
A atividade teve como objetivo sensibilizar os alunos para o plurilinguismo na Europa,
cultivar a diversidade cultural e linguística
e incentivar a aprendizagem de línguas estrangeiras, dentro e fora do contexto escolar.
A União Europeia, de que Portugal faz parte, possui um imenso património linguístico: 23 línguas oficiais e mais de 60 línguas regionais ou minoritárias, além das línguas faladas pelas pessoas de outros países e continentes que vivem na Europa.
De facto, nunca será demais comemorar a diversidade linguística e fomentar a aprendizagem das línguas, sobretudo porque as línguas são um dos fundamentos da construção europeia. De igual modo, numa sociedade tão globalizada como aquela em que vivemos, o domínio de línguas estrangeiras pressupõe mais possibilidades de encontrar um emprego e por conseguinte melhores condições de vida.
Para além da vertente pedagógica que a atividade encerrou - a consciência precoce da diversidade linguística -, a mesma procurou subliminarmente contribuir para a aceitação do outro e o desenvolvimento de sentimentos de tolerância entre povos e culturas em redor de um bem precioso que não conhece fronteiras geográficas ou linguísticas: a leitura!
segunda-feira, 17 de março de 2014
O Pássaro da Alma - Semana da Leitura 2014
No âmbito das comemorações da 8.ª Edição da Semana da Leitura, realizaram-se de 17 a 21 de março, diversas sessões de promoção do livro e da leitura dirigidas a todas as turmas do 6.º ano e que tiveram como ponto de partida O Pássaro da Alma da escritora israelita Michal Snunit. Irene Vieira da Silva, assistente operacional da Escola Básica D. Sancho I de Pontével, conseguiu, com toda a sua generosidade e sensibilidade, transmitir toda a carga poética de uma obra que se tornou num bestseller a nível mundial e foi já galardoada com o Primeiro Internacional atribuído pela Fundação Espaço Crianças em Genebra no ano de 1993.
Através de adereços encantadores e da leitura dramatizada desta obra, a nossa contadora de histórias conseguiu explicar, de forma igualmente delicada e poética, a relação entre a nossa alma - que vive no fundo do nosso corpo e que tem no centro um pássaro que sente tudo o que nós sentimos- e nós mesmos!
"O Pássaro da Alma tem imensas gavetas. Tudo o que sentimos tem uma gaveta"
Na segunda parte da sessão os alunos foram convidados a abrir uma gaveta da sua alma e descrever um sentimento, cumprindo também o desígnio desta obra, que é precisamente levar-nos a escutar o nosso Pássaro da Alma e conversar com ele sobre os sentimentos que guardamos nas inúmeras gavetas da nossa alma.
O livro de Michal Snunit tem sido requisitado a toda a hora e já se tornou parte do quotidiano na biblioteca com alunos a dizerem "Hoje na aula abri a gaveta do desassossego!" e professores a pedir aos alunos para abrirem a gaveta do silêncio ou da sabedoria.
Destaque para um dos momentos de partilha destas sessões em que as crianças e a Professora de Educação Musical retribuíram a história com uma sentida canção.
Os Dias do Cinema Português - Semana da Leitura 2014
No âmbito das comemorações da 8.ª Edição da Semana da Leitura realizaram-se na Biblioteca D. Sancho I - Pontével, diversas sessões subordinadas ao tema "Os Dias do Cinema Português - um olhar retrospetivo" da responsabilidade de Anabela Garrido, Assistente Operacional do nosso agrupamento, para duas turmas do oitavo ano .
A leitura, na sua aceção mais simples, opera-se através da língua, mas esta também é possível através de sinais não-linguísticos. A leitura, em todas as suas vertentes e suportes, não se restringe à palavra escrita mas alarga-se ao mundo que nos rodeia. Cabe ao leitor, accionando um conjunto de conhecimentos prévios, atribuir um significado àquilo que lê, interpretando o mundo à sua volta. Deste modo, com esta sessão pretendeu-se exatamente fornecer um conjunto de pistas para descodificação da cultura visual a partir da análise da evolução do cinema realizado em Portugal.
A sessão, através do visionamento de excertos de filmes, descreveu o nascimento do Cinema Português pela mão de Aurélio Paz dos Reis, seis meses após a apresentação do Cinematógrafo pelos Irmãos Lumière em Paris em 1825, passando pelo cinema mudo, a crise cinematográfica em Portugal, entre a instauração da República e o final da primeira Grande Guerra, pelo surgimento da Invicta Film que dá início à produção contínua de filmes Portugueses, pelo surgimento do cinema de comédia em 1933 com "A canção de Lisboa" realizado por José Cotinelli Telmo, pela vulgarização dos cineclubes, pela assunção das primeiras longas metragens nos anos setenta, até ao cinema da atualidade.
domingo, 16 de março de 2014
Ler o mundo através da Arte na Semana da leitura 2014
Da responsabilidade da Professora Teresa Campos, e no âmbito das comemorações da Semana da Leitura 2014, foi levada a cabo a Exposição "Ler o Mundo através da Arte".
Os trabalhos realizados pelos alunos tiveram como objetivos específicos desenvolver e estimular nos alunos o gosto pela arte, reconhecer a importância da arte no contexto nacional e internacional, desenvolver nos alunos a capacidade de distribuição dos elementos no espaço e levá-los a aplicar diferentes técnicas de pintura e diferentes riscadores bem como conhecimentos em termos da teoria da cor.
A partir de quadros famosos, os alunos fizeram as sua próprias criações artísticas, desenvolvendo a sua capacidade de ler e compreender o mundo através da arte.
A par dos trabalhos práticos, foram ainda realizadas diversas produções escritas sobre grandes nomes da pintura nacional e internacional.
sábado, 15 de março de 2014
Pontével A ler+
Dia 17 de Março, pelas 9.45h: Proposta de leitura e reflexão em sala de aula sobre um texto alusivo ao tema “ A minha pátria é a língua Portuguesa!”
Pretende-se que à mesma hora e em todas as Escolas do
Agrupamento D. sancho I de Pontével, crianças e adultos se dediquem à fruição
do prazer da leitura, assinalando-se também de forma simbólica o início da 8.ª Edição da Semana Nacional de
Leitura.
Solicitamos por conseguinte a todos os Professores e
Educadores que dediquem este período à leitura e reflexão em sala de aula sobre
a importância da língua Portuguesa e da leitura a partir de uma leitura de um
texto que considerem pertinente.
A Biblioteca Escolar, em articulação com o Departamento
de Línguas, apresenta ainda as seguintes sugestões de leitura:
Pré-escolar:
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